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Homenagem
Carlos Emidio De Jesus Duarte
19/10/1918 // 31/08/1989

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Um artista plástico absolutamente integrado á sua época e ao seu tempo, detentor de uma técnica simples mas firme em seus traços e de uma capacidade de transportar para a tela todo o sentimento e a forma de ver o seu mundo.
 
Carlos Emidio de Jesus Duarte nasceu em Lisboa, Portugal, no dia 18 de outubro do ano de 1918 e faleceu nesta mesma cidade no dia 31 de agosto de 1989. Nasceu em Lisboa e como bom alfacinha da gema (1), nela desenvolveu sua arte e nela faleceu.
 
Duarte como era conhecido nos meios da arte, foi um homem muito bem relacionado socialmente. Destacam-se entre suas amizades, D.Tomás de Melo, um brasileiro que escolheu Portugal para desenvolver sua arte e com quem manteve um atelier. Tom (D. Tomás de Melo) como carinhosamente era conhecido, era brasileiro, no entanto, os portugueses de tanto amor e admiração que lhe dedicavam o consideravam português. Também se destaca em sua roda de amizade e trabalho, Almada Negreiros, ilustre pintor português autor de diversas obras de destaque, tais como os painéis da Rocha de Conde D’Óbidos e do Cais de Alcântara, Cais da Rocha, entre outros. Outro pintor contemporâneo como qual Duarte mantinha relações de amizade e de arte foi um Almadense (2) ilustre o mestre José Zagallo.
 
Duarte também era detentor de uma veia poética muito acentuada, que motivada por seus encantos e desencantos o levaram a uma profunda depressão mas, também a escrever belos poemas.
 
 
Filipe de Sousa

BIOGRAFIA


 
(1) –
ALFACINHA   = Natural de Lisboa. Lisboeta, Alfacinha
 
(2) –
ALMADENSE = Natural da cidade de Almada
 
(3) –
ALFACINHA DA GEMA = Lisboeta nato

POESIA
Carlos Emidio De Jesus Duarte
19/10/1918 // 31/08/1989

SURGIU
 
Surgiu, na minha vida uma estrela
Cujo fulgor me fez extasiar
Ardente de paixão, prendi-me a ela
E, à bela estrela acabei por me liga
rPassou o tempo, e da nossa ligação
 
Outra estrela surgiu, tão linda e bela
Que me prendeu mais ainda o coração
Que me prendeu mais ainda à bela estrela
 
De novo, o tempo se passou e outra estrela
Surgiu pra alumiar meu caminho
Tão graciosa, tão igualmente bela
Tão cheia de amor e de carinho
 
E agora, mais outra estrela se juntou
Ás outras, com o seu brilho, o seu fulgor
E, das quatro estrelas juntas se formou
A minha vida, a minha alma, o meu amor
 
Carlos
Ás minhas queridas filhas
 
Tenho três amores
Três pequenas filhas
Três botões de rosa
Como outros não há
Como adoro ouvi-las
Quando estou com elas
Com graça e ternura, dizerem: Papá!
 
Porém se estou longe…
Ah! Tanta saudade
Das três pequeninas e frescas flores
Que Deus as proteja
Pra serem felizes!
Filhas pequeninas, os meus três amores!
 
O paizinho anseia
Por voltar pra elas
Tomá-las nos braços com muita afeição
Que agora só podeMandar-lhes daqui
Um milhão de beijos e um xi-coração
 
 
Do paizinho CarlosIsto foi escrito em
S. Brás de Alportelno Algarve
em 5 de Fevereiro de 1954
Estava lá em trabalho
o_meu_pai
Pai_2
o_meu_pai
Pai_3
o_meu_pai
Pai_1
o_meu_pai